sábado, 17 de julho de 2010

Grupo estima que custo anual com Aids pode chegar a US$ 35 bilhões

A Aliança Internacional HIV/Aids alertou neste sábado que o custo anual de combate à epidemia de HIV deve alcançar os US$ 35 bilhões em 2030 se os governos não investirem corretamente em medidas de prevenção.

Na véspera de uma conferência internacional sobre a Aids em Viena, o grupo afirmou que o vírus da Aids, que já infecta cerca de 33,4 milhões de pessoas no mundo, é uma "custosa bomba relógio" para famílias, governos e doadores.

"Para cada duas pessoas que recebem tratamento, cinco outras são contaminadas. A essa taxa, o gasto com HIV vai subir de US$ 13 bilhões agora para entre US$ 19 bilhões e US$ 35 bilhões em um espaço de tempo de 20 anos", disse Alvaro Bermejo, diretor executivo da aliança.

A aliança reúne grupos de caridade e de combate à doença ao redor do mundo.

Bermejo afirmou que autoridades encarregadas por programas de combate à doença no mundo precisam aumentar a prevenção ao reduzirem as barreiras que impedem que grupos marginalizados --usuários de drogas, prostitutas e homossexuais-- recebam tratamento e serviços para a doença.

Se as autoridades direcionarem os recursos para aqueles grupos mais afetados elas "vão reduzir o ritmo de novas infecções e ainda vão economizar dinheiro para aumentar a escala do tratamento".

O vírus de imunodeficiência humana (HIV), causador da Aids, é transmitido durante o sexo, pelo sangue e por agulhas e leite materno. Ele gradualmente reduz as defesas do organismo e pode levar vários anos para causar os sintomas. O vírus matou 25 milhões de pessoas desde que a pandemia começou no início da década de 1980.

Na África, região mais afetada pela doença com cerca de 67% da população convivendo com o vírus, o grupo percebe uma tendência cada vez maior de criminalização de homens que fazem sexo com outros homens em países como Uganda e Malawi.

Os dados mais recentes, de 2008, mostram que o número anual de novas infecções de HIV estava em 2,7 milhões, o mesmo de 2007. Em 2001, a taxa era de 3 milhões.

Agência Reuters

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