quarta-feira, 1 de setembro de 2010

MPE impetra ação contra Cabral e Picciani

O Ministério Público Eleitoral ajuizou, nesta terça-feira (31), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral por prática de abuso do poder político contra o prefeito de Italva, Joelson Gomes Soares, o secretário municipal de Saúde, Gilberto Willys de Faria, e os candidatos a governador, Sérgio Cabral, a senador, Jorge Picciani, a deputado estadual, Leonardo Picciani, e a deputado estadual, Altineu Cortes. O prefeito e o secretário são acusados de assediar cerca de 70 servidores municipais, convocados a participar de um ato de campanha para beneficiar os quatro candidatos.

No dia 4 de agosto, o juízo da 141ª ZE de Italva recebeu denúncia de que o prefeito, Joelson Soares, teria constrangido servidores da Secretaria Municipal de Saúde a participar de uma reunião numa casa de festas, às 17 horas. O encontro seria um ato político para pedir votos aos candidatos apoiados pelo prefeito. A juíza da 141ª ZE, Samara Freitas Cesário, expediu então um mandado de verificação, que permitia aos fiscais do TRE-RJ entrarem legalmente no local.

Quando os fiscais chegaram à casa de festas, por volta das 18h, já havia decorrido uma hora de reunião. Eles relataram ter ouvido o pedido de voto feito pelo prefeito, que encerrou o encontro ao notar a presença dos fiscais. No entanto, um dos servidores municipais havia gravado o ato político e entregou a fita à fiscalização do TRE-RJ. Outros 17 servidores municipais foram identificados e intimados a depor pela promotora da 141ª ZE, Carolina Nassif. A transcrição da fita e os depoimentos dos servidores que confirmaram o pedido de voto foram encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral, que impetrou a ação.

TRE - RJ

Um comentário:

Anônimo disse...

A nota diz que “na data citada (4/8), o governador esteve em agendas de campanha que não tiveram qualquer relação com o dito evento (esteve em missa com D. Orani Tempesta pelo Dia do Padre e, depois, em entrevista na TV Brasil). O governador repudia veementemente o uso da máquina pública em prol de quaisquer campanhas eleitorais e desconhece o fato que a Procuradoria Regional Eleitoral menciona e que teria ocorrido a centenas de quilômetros de onde ele estava.