sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dilma confirma Palocci na Casa Civil e Cardozo na Justiça

A presidente eleita, Dilma Rousseff, oficializou nesta sexta-feira a indicação de mais três ministros que vão integrar seu governo a partir de 1o de janeiro. Todos pertencem ao PT.



Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda que caiu por escândalo em 2006, será o chefe da Casa Civil. Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai comandar a Secretaria-Geral da Presidência, responsável pelo diálogo com as entidades da sociedade civil.
Na Justiça, foi confirmado o nome do deputado José Eduardo Cardozo, um dos coordenadores da equipe de transição de governo e secretário-geral do PT.
"A presidenta eleita orientou os futuros ministros a trabalhar de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e garantia da estabilidade econômica", afirma nota da assessoria de imprensa de Dilma.
Havia a expectativa do anúncio da permanência de Alexandre Padilha na pasta das Relações Institucionais, mas desde a véspera sua presença já não era tão certa, segundo petistas consultados pela Reuters.
Este ministério faz a ponte do governo com o Congresso e já foi ocupado por políticos de outros partidos, como PCdoB e PTB.
Nas últimas horas, a equipe de transição vem negociando cargos com o PMDB, principal parceiro político do futuro governo. Estavam cotados para serem anunciados o senador Edison Lobão (PMDB-MA), ligado ao presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), para retornar à pasta das Minas e Energia, e Wagner Rossi, também indicação do PMDB, para permanecer na pasta da Agricultura.
O PMDB, que tem o deputado Michel Temer como vice-presidente da República eleito, quer cinco ministérios enquanto a tendência de Dilma é oferecer quatro.
No dia 24 de novembro, Dilma formalizou os ministros da equipe econômica, composta por Guido Mantega (Fazenda), que permanece no cargo, Alexandre Tombini (Banco Central) e Miriam Belchior (Planejamento).
(Reportagem de Maria Carolina Marcello e Bruno Peres) Reuters

Um comentário:

moises disse...

Este é o país do esquecimento,será que alguém ainda se lembra da quebra de sigilo bancário daquele caseiro,ordenado por este senhor que será ministro da casa civil no próximo governo?só para refrescar a nossa curta memória,vai aí um trecho de reportagem sobre o assunto"O Escândalo da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo foi um escândalos que se deu na crise do Mensalão, no governo brasileiro do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005/2006.

Em 27 de Março de 2006, Antonio Palocci foi demitido pelo presidente Lula do cargo de Ministro da Fazenda. Sua situação ficou insustentável a partir da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, testemunha de acusação contra Palocci no caso da casa do lobby ou República de Ribeirão Preto, na CPI dos Bingos".Não se assustem quando o Zé dirseu,Roberto jefferson,Severino,Marcos Valério dentre outros, também fazerem parte desta "boquinha".