domingo, 24 de julho de 2011

Crítica: em vez de glamour, Miss Brasil 2011 tem gafes, vaias, playback e gritos de "peladona"

Glamour houve pouco no Miss Brasil 2011, mas sobraram gafes, vaias, o constrangimento de ver o sambista Diogo Nogueira cantar em playback e os gritos do público para a vencedora: "Peladona! Peladona! Peladona!". Foi uma referência a fotos que teriam sido roubadas durante um ensaio de moda feito pela gaúcha Priscila Machado.
As apresentadoras Adriane Galisteu e Nayla Micherif insistiram, ao vivo e nos intervalos, para que o público se manifestasse: "só não pode vaiar", pediu Galisteu. Pois foi justamente o que mais se ouviu assim que foi anunciada a vitória da Miss Rio Grande do Sul. As vaias partiram de quem torcia pela Miss Bahia, que ficou em segundo lugar.

O constrangimento foi equivalente ao causado por Nayla ao elogiar o "esforço de superação" da Miss Brasil 2010, Débora Lyra, "que perdeu os 15 quilos que ganhou" neste seu reinado. O comentário de Nayla causou o burburinho que se espera de uma maldade destas dita por uma mulher sobre outra.

Nayla também tropeçou na pronúncia de várias palavras, misturando inglês com português ou dizendo coisas incompreensíveis. Ao lado dela, Adriane Galisteu comportou-se como uma professora de etiqueta. Repetiu o texto repleto de clichês que lhe deram para ler sem nenhum erro e parecia bem à vontade, diferentemente do que ocorreu na transmissão do concurso Miss Minas Gerais.

O público que assistiu ao concurso no HSBC era formado por familiares das candidatas, convidados da Band e dos patrocinadores do evento. Poucas celebridades para alegrar a vida dos fotógrafos. Só para se ter uma ideia, os mais requisitados para foto foram a drag queen Salete Campari e Dr. Ray, apresentador do "Dr. Hollywood", que integrava o júri do concurso.

Se houve vaias ao final do Miss Brasil, pode-se imaginar como vai se comportar o público no Miss Universo, que a Band promete transmitir em 12 de setembro, aqui de São Paulo.



Obs: Uma festa organizada para transmitir elegância, glamour, com um público mal educado, sem educação. Essa parte a Bandeirantes deixou a desejar mais uma vez.

3 comentários:

jvnight disse...

quem falou q o bob marley morreu de overdose? JV

Anônimo disse...

Aquele que é considerado, quase por unanimidade, o expoente mais alto do reggae tinha apenas 36 anos de idade quando faleceu, vítima de cancro (provocado por uma lesão no pé), a 11 de Maio de 1981.

Contudo, três décadas após a sua morte, o também conhecido por «rei do reggae» continua a ser recordado um pouco por todo o mundo, sendo uma constante fonte de inspiração para dezenas de novos artistas. Pequenos ou graúdos, não há quem não saiba cantar temas como No Woman No Cry, Could You Be Loved ou I Shot The Sheriff– alguns dos mais emblemáticos do músico, politicamente comprometidos e de forte cariz social, que hoje fazem parte de um repertório colectivo da música internacional.

Blog do L. Werneck disse...

JVNIGHT:
Bob Marley certa vez disse a seguinte frase:
“Eles dizem que o sol brilha para todos, mas para algumas pessoas no mundo ele nunca brilha”.
Se voce lesse essa frase, arriscaria a descobrir o autor? E se tivesse que escolher entre Marcelo D2 e Karl Marx, escolheria o rapper carioca ou teórico alemão?
Bem, de todo modo voce erraria; essa frase é de Bob Marley, sim, Bob Marley aquele cabeludo doidão que estampa dez entre dez camisas de usuários de maconha que voce certamente já viu.
Bob Marley virou ícone do movimento da legalização da maconha, sem que ele próprio tivesse iniciado tal lobby.
Desde de bem jovem, Marley era religioso e quando chegou ao estrelato, desenvolveu uma atitude revolucionária. Ele apoiava o movimento da volta dos negros à África, a religião Rastafari acreditava numa profecia que dizia "a criação de um país negro, livre da dominação branca, na África, que recebesse de volta todos os descendentes de africanos exilados na América".
OU SEJA, BOB TINHA BOAS INTENÇÕES, ERA UM CANTOR EXCELENTE, MAS...

Marley levou a mensagem da religião rastafári ao mundo e seu caminho se cruzou com a cannabis sativa, nos cultos da própria religiao que usa o tóxico como parte de seu ritual de encontro com Deus. Marley era contumaz usuário de maconha sim, mas ao contrários de certos músicos que vociferam letras onde conjugam o uso livre da droga, Marley o fazia por respeito a sua religião e cultura.

Mas é bom deixar bem claro para todos que realmente não foi a maconha que o matou; pelo menos não há registros disso. Perdoe a falha e viva Bob! rsss.