segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Governo do Rio de Janeiro anuncia projeto com proposta de aumento de 3,5% para professores

Secretário de Educação, Wilson Risolia, afirmou ainda que a partir desta segunda quem permanecer em greve terá descontos no salário


O Governo do Estado encaminhou, nesta segunda-feira, à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) projetos de lei que fixam um reajuste salarial de 3,5% para a carreira do magistério. Além de determinar a antecipação de mais uma parcela do programa Nova Escola (a de 2012 para 2011) para os professores da rede, serão antecipadas também todas as parcelas restantes do programa para os funcionários técnico-administrativos. De acordo com o governo, também está em pauta o "descongelamento" da carreira dos servidores técnico-administrativos.
O Secretário Estadual de Educação, Wilson Risolia, afirmou ainda que a partir desta segunda quem permanecer em greve terá descontos no salário. Risolia afirmou ainda que, dentro de 15 dias, 4.441 novos professores chegarão à rede estadual para suprir as atuais carências nas escolas.

Os professores que recebiam, em junho deste ano, R$ 765,66 por 16 horas semanais, passarão a receber, em setembro, pela mesma carga horária, R$ 865,30 - um acréscimo de 3,5% somados ao valor referente ao Nova Escola que representa 9,2% do aumento. "Essas nossas ações, incluindo o envio desses projetos de lei para a Alerj, comprovam que temos compromisso e trabalhamos pela melhoria na Educação", afirmou o secretário de Educação, Wilson Risolia, através da assessoria.

Quase 2 meses de greve


Os professores da rede estadual do Rio paralisaram as atividades em sala de aula no dia 7 de junho. No dia 12 de julho, um grupo chegou a invadir o prédio da Secretaria de Educação, no Centro. O tumulto foi contido pelo Batalhão de Choque, que chegou a jogar gás de pimenta para dispersar a multidão.

Do lado de fora do prédio, um grupo decidiu, em protesto, ficar acampado até ser recebido pelo secretário de Educação. No dia 15 de julho, após uma assembleia do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), os professores permanecer em greve.

O Dia

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