quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Dilma tem aprovação recorde após 12 meses

Popularidade é de 72%


A presidente Dilma Rousseff completa no próximo domingo seu primeiro ano no poder com uma popularidade recorde de 72%.

A primeira mulher na Presidência do Brasil se diferenciou do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva com um estilo mais gerencial e menos político; mais discreto e sem o carisma popular de seu padrinho político.

"Seu estilo mais duro, de gerente, que dá esta imagem de dama de ferro que enfrenta a corrupção, está agradando a classe média tradicional", afirma Ricardo Ribeiro, analista da MCM consultores.

Os fatores que impulsionaram esta popularidade recorde para um primeiro ano de governo são a imagem de que enfrenta a corrupção e, em primeiro lugar, "a satisfação dos brasileiros com a economia", explica Renato Fonseca, gerente do Ibope.

Dilma afastou seis ministros acusados de corrupção nos últimos seis meses, incluindo pastas chave, como a de Esportes, no país que receberá o Mundial de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

"No segundo ano cai a inércia favorável, que vinha da herança do governo Lula, que terminou com 80% de popularidade e um PIB de 7,5%. Agora, a população pode se mostrar mais crítica e pedir mais do governo, incluindo reformas que não empreendeu, sobretudo se a crise impactar o Brasil e se aumentarem as denúncias e as disputas entre seus aliados da coalizão de governo”, explica João Augusto de Castro, analista do BrazilPolitics.

Terceira mulher mais poderosa do planeta no ranking da revista Forbes e na liderança da sexta economia do mundo, à frente da Grã-Bretanha, Dilma fez da resistência econômica do Brasil o eixo de seu governo, impondo fortes medidas para defender e incentivar indústria e consumo.

A economia brasileira cresceu 7,5% em 2010, mas neste ano rondará 3% devido à crise, e o mistério é se resistirá bem em 2012.

O ano de 2012 será próspero para os brasileiros e "melhor que 2011", afirma Dilma, consciente de que um retrocesso econômico no Brasil acabaria com seus planos de tirar 16 milhões de brasileiros da miséria e colocaria em jogo os avanços sociais do governo Lula, que tirou 28 milhões da pobreza. A previsão do governo é de uma alta do PIB de 4 a 5% em 2012.

AFP

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