segunda-feira, 7 de maio de 2012

Prefeito quer evitar intervenção em Kennedy


Na quinta-feira vence o prazo para apresentar argumentos de que não é preciso intervenção


Vence na quinta-feira (10) o prazo dado pelo Tribunal de Justiça (TJES) para que o prefeito interino de Presidente Kennedy, Jaderci Terra (PMDB), apresente argumentos para impedir o processo de intervenção no município. A solicitação foi feita no mês passado pelo Ministério Público Estadual após a deflagração da Operação Lee Oswald, que levou 28 pessoas para a cadeia, entre elas o prefeito Reginaldo Quinta; e afastou quatro dos nove vereadores.

De acordo com a assessoria da prefeitura, a tentativa é de responder ao TJES o mais rápido possível, mas não se sabe se será possível antecipar o envio da documentação.
Mesmo com alguns serviços interrompidos, o prefeito interino acredita que o dever de casa está sendo feito e se mostra confiante em relação aos resultados do trabalho. “Já conseguimos resolver bastante problemas para que não seja preciso a intervenção. São medidas muito duras, mas que estão sendo tomadas para alcançar a normalidade”, disse.

Mesmo com o otimismo do prefeito, na opinião do presidente da Câmara, José Carlos Barreto (PSD), será preciso mais economia e mais resultados para garantir manter a administração na cidade. “

“Tem muito mais a fazer e essa é uma corrida contra o tempo. Acho que muitos cortes de gastos deverão ser feitos e há muito trabalho pela frente. Ainda existe o fantasma da intervenção, mas estamos tentando afastá-lo de vez”, afirmou.

Terra foi eleito presidente da Câmara no último dia 25 de abril e por consequência assumiu o Executivo naquele mesmo dia. De lá para cá, quatro contratos foram suspensos, mais de 30 servidores exonerados e um novo secretariado foi formado. 

Como consequência, a prefeitura agora enfrenta dificuldades com execução de alguns serviços, entre eles a coleta de lixo, e a aquisição de materiais essenciais - como combustível e merenda escolar -, além do desemprego gerado pelas rescisões – cerca de 700 pessoas dispensadas.

A Operação Lee Oswald apontou fortes suspeitas de desvio de verbas em contratos em Kennedy. Haveria envolvimento de Quinta, seis secretários, empresários e servidores.

Com informações de MARIANA MONTENEGRO E ANA PAULA SANTOS - A GAZETA

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