quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Reda: Autor da ação diz que Prefeitura é inconsequente


De quem é a culpa pela demissão e falta de salários dos contratados do Reda? Para a Prefeitura de Campos, a ação popular movida pelo advogado José Paes Neto, que culminou no afastamento dos contratados, teve motivações políticas e baseou-se em premissas falsas. Porém, para José Paes, as declarações da Prefeitura de Campos são “irresponsáveis e inconsequentes”. Para ele, “um governo sério, ético e transparente, deveria assumir a responsabilidade pelas decisões por ele tomadas, ao invés de incentivar o ódio, a revolta, colocando a integridade física e moral de terceiros em risco, manipulando situações, fatos e sentimentos”, frisou.


A discussão sobre os contratados do Reda, que começou nos tribunais e foi parar nas ruas, também contou com manifestações no rádio. Bem ao seu estilo, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) comentou no último sábado, em uma emissora de rádio, sobre a suposta motivação política por trás da ação. Um dos motivos seria o fato de José Paes neto ser filiado ao PPS. No entanto, segundo o vereador eleito Rafael Diniz, que também é do PPS, a tentativa de politizar a ação popular não tem o mínimo sentido.


— Conheço o José Paes Neto há muito tempo. Não houve qualquer tipo de motivação política. Ele simplesmente se posicionou neste caso como um cidadão que batalha pelo que acha correto e justo — disse Rafael Diniz, ressaltando que, ao contrário do que foi dito no rádio, não há ligação entre José Paes e o vereador Rogério Matoso (PPS). “Ele se filiou ao PPS após saber que o meu pai (Sérgio Diniz) estava no PPS. Não existe essa ligação entre ele e Matoso”, explicou.


Em seu blog, o advogado José Paes Neto desabafou: “É inadmissível que o governo municipal tente atribuir a mim, ou a quem quer que seja, a responsabilidade pela falta de pagamento dos salários dos funcionários contratado através do Reda, quando, na verdade, a responsabilidade é inteiramente da Administração municipal, que optou por desrespeitar ordem judicial legítima, clara e objetiva que havia determinado a suspensão dos contratos de trabalho”, afirmou.


Ontem, o vereador Rogério Matoso também comentou sobre as declarações de Garotinho. “O deputado Garotinho está tentando buscar um responsável. Tudo isso para esconder quem realmente tem culpa. O governo municipal empurrou esses terceirizados com a barriga e agora, após a eleição, está tirando o corpo fora. A prefeita deveria se posi-cionar e, pela primeira vez, encarar essas pessoas de frente e falar a verdade”, disse.

Alexandre Bastos

Um comentário:

Mayko Juliao disse...

Essas contratações terceirizadas só servem pra dor de cabeça aos trabalhadores. Senão bastasse a instabilidade e o Assédio Moral (a pressão por parte de quem os coloca lá). Todos tem descontado de seu contracheque sempre um beneficio aqui, outro ali, e no fim, as terceirizadas usurpam de dinheiro do próprio trabalhador e quando saem, ficam de mãos atadas.
Pra piorar a justiça do trabalho considera nulo o contrato esse contrato de trabalho, ou seja, nao tem maiores garantias...qdo o contrato se encerra ou é mandado embora, só tem direito ao FGTS depositado e saldo de salário.