segunda-feira, 29 de julho de 2013

Duplicação na BR 101 a caminho


O número de acidentes na BR 101 RJ/Norte teve uma pequena queda, se comparando os primeiros semestres de 2012 e 2013. O Centro de Controle Operacional da Autopista Fluminense, concessionária que desde 2008 administra a rodovia, informa que entre o km 0 (Divisa Rio de Janeiro e Espírito Santo) e o km 213 (Casimiro de Abreu) foram registrados 755 acidentes e 40 mortes, de janeiro a junho deste ano. Neste mesmo trecho, nesse mesmo período do ano passado, foram registrados 794 acidentes e 44 mortes. Levado em conta todo o ano de 2012, os acidentes foram 1.574, e as mortes, 106. Is-so, mesmo com a duplicação da pista, anunciada desde o início do contrato entre a concessionária e o governo federal, a violência na pista ainda é uma realidade.

Através de nota, a assessoria da Autopista se compromete em entregar até 2016 as obras de duplicação da rodovia, em conformidade com o contrato de concessão, documento denominado de PER – Programa de Exploração da Rodovia. Em alguns trechos as obras já começaram. Para o chefe da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Campos, Iuri Guerra, é a confecção de estudos es-tatísticos em parceria com a Au-topista Fluminense que tem resultado na redução de acidentes; em localidades em que esses eram frequentes, como no Morro do Coco e na entrada do Imbé. Quanto as câmeras de monitoramento espalhadas pela rodovia, essas pertencem a Autopista, e Guerra anuncia que em breve, um convênio com a Polícia Federal possibilitará que esta receba em tempo real as imagens, que não ajudarão na prevenção ou redução de tragédias, mas favorecerão a fiscalização da Polícia  Ainda para Guerra, tão importante quanto a duplicação da pista é equipá-la.

— A duplicação é boa pelo conforto aos usuários, mas somente ela não vão reduzir os acidentes. Para garantir maior segurança é preciso, sobretudo, radares e sinalização. Sem isso, e com a duplicação, a pista fica até mais perigosa — fal-a Guerra, explicando que, sem as obras estarem prontas, não há como adiantar quais os pontos que pedirá mais atenção aos motoristas. “As curvas sempre são propícias a acidentes e os pontos mais críticos em Campos são Guarus e Ururaí e os motoristas devem redobrar a atenção”, disse.

Outro trecho

A Autopista Fluminense também comunica que as obras de duplicação que vão de Casimiro de Abreu (Km 190) a Rio Bonito foram iniciadas recentemente, após as liberações ambientais dadas pelo IBAMA. O investimento é de cerca de R$ 320 milhões. Máquinas e operários trabalham no km 194,2, próximo ao trevo de acesso a Rio Dourado, em Casimiro. A intenção é iniciar nova frente de obra, em breve, na região de Silva Jardim. O projeto de duplicação para este trecho contempla a execução de uma nova pista, em paralelo com a existente, com duas faixas de rolamento pa-ra cada sentido, mais acostamentos, além da implantação de sinalização horizontal e vertical, e dispositivos de segurança. A concessionária já iniciou a mobilização para a construção do no-vo trevo em desnível (viaduto) no km 190 – no entroncamento com a RJ-162, que dá acesso à Rio das Ostras.

Frente de trabalho

Através de nota, a Autopista Fluminense informa que serão duplicados ao todo 176,6 quilômetros — do km 84,6 (Campos dos Goytacazes) ao km 261,2 (Rio Bonito). Somente no trecho que vai de Campos a Macaé (Km 144), estão sendo investidos R$ 200 milhões. Atualmente, cerca de 400 profissionais trabalham numa frente de obra de 42 quilômetros entre as duas cidades, e na pedreira localizada no acesso à Macaé. Já o trecho entre Carapebus (km 129) e Macaé, está pavimentado e vem recebendo dispositivos de segurança,  além da sinalização vertical . Entre os quilômetros 102 e 132, seguem em andamento serviços de terraplanagem, implantação do sistema de drenagem, construção de obras de arte correntes (bueiros), proteção vegetal e a construção de duas pontes – uma sobre o rio Macabu, no km 122,6, e outra sobre o rio do Meio, no km 129,8, além da construção de dois trevos.

Mais 22 quilômetros

O chefe da Polícia Rodoviária em Campos, Iuri Guerra, comenta o recente acordo entre Prefeitura e a ANTT, que levou à escolha do lado norte-oeste para receber o contorno de Campos, na BR: “o contorno é bem mais útil do que a duplicação. Tanto faz que ele seja pelo lado sul ou lado norte, o que importa é retirar o fluxo de veículos da zona urbana da cidade”. 
Para atender ao contorno, aliás, a prefeita Rosinha exigiu a duplicação de mais 22 quilômetros na BR (e não dos apenas 5,5 quilômetros no distrito de Travessão, conforme queria a ANTT), do distrito de Travessão até a divisa com o Espírito Santo.  
Um dos maiores defensores da duplicação da BR-101 norte é o deputado estadual Roberto Henriques (PSD). “Desde 2008 que ficou acertado que haveria obras de melhoramento e de duplicação. Exis-te um grande jogo de empurra entre os órgãos”, diz o parlamentar.

Folha da Manhã

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