segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Jornal de Campos visita Santo Eduardo novamente e constata que nada mudou.

O periódico campista, Folha da Manhã, esteve no final de Junho deste ano em Santo Eduardo e o blog publicou uma nota sobre esta reportagem na época. Bom, na edição desta segunda-feira (04), após mais de três meses passados, novamente o jornal retorna ao distrito e percebe que continuamos praticamente na mesma. Será por que?

Veja a matéria:

Santo Eduardo espera por solução de problemas

Os moradores de Santo Eduardo, 13º distrito de Campos, aguardam soluções do poder público para os problemas enfrentados. A reportagem da Folha voltou ao distrito, após mais de três meses, e nada mudou. A Unidade Pré-Hospitalar João da Cruz Lubanco continua com deficiência em alguns serviços, como consulta com ortopedista ou ginecologista. A ambulância, segundo os moradores, está em péssimas condições, falta maca e os pneus precisam ser trocados. As obras da creche escola Professor Paulo Freire não foram concluídas, apesar de estar em reforma há mais de um ano. Os moradores também reclamam da falta de equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), do lixo jogado no valão e de uma ponte sem manutenção.
A quantidade de mosquitos nessa época do ano e o lixo jogado no valão que corta a comunidade também preocupam os moradores. “As pessoas jogam lixo, falta educação ambiental e também fiscalização”, disse o motorista Sebastião Pereira, 50 anos, lembrando que já ligou diversas vezes para o CCZ, mas não foi atendido.
A estrada que liga à Santa Maria precisa de asfalto e a rua Auto Campos ainda não recebeu obras, para evitar alagamentos. O cemitério é outra preocupação — há poucas vagas e ainda não foi ampliado.
Os moradores do distrito informaram que os alagamentos na rua Auto Campos são constantes. De acordo com o vigilante Ivan Cubas, 47 anos, a própria comunidade tenta amenizar os danos.
— Entra prefeito, sai prefeito, ninguém faz nada. Os moradores fazem barragens em frente às casas para não alagar. Quando chove, a água sobe mais de1,5 metros—, explicou. Quando o fim do ano se aproxima, a preocupação aumenta, já que as chuvas de verão podem provocar novos alagamentos.
Já Sebastião Pereira, contou que muitos moradores se mudaram da rua e abandonaram suas residências. “Já fizemos um abaixo assinado, mas ninguém resolve”, disse, lembrando os riscos quando chove. “Há uns cinco anos teve enchente na rua e uma prima estava tentando sair de casa, mas quase foi levada pela correnteza. Tive que amarrar uma corda para socorrê-la. De lá pra cá, nada mudou”, disse. De acordo com Sebastião, a Defesa Civil Municipal esteve na via há aproximadamente um mês realizando uma vistoria, mas nenhuma solução foi apresentada aos moradores. 
A Vital Engenharia informou que a limpeza de lixo depositado no valão não é de sua responsabilidade. A empresa destacou que a coleta de lixo na localidade é feita regularmente, todas as segundas, quartas e sextas-feiras, no período diurno.

Cemitério precisa de uma área maior ampliação
Os moradores de Santo Eduardo se preocupam com o pouco espaço disponível no cemitério, para sepultamentos.  O coveiro e responsável pelo cemitério, Altamir da Silva, explicou ainda há covas novas e outras para renovar. “Já foi feito pedido para aquisição de novo terreno, para evitar problemas no futuro”, explicou. O cemitério também não possui banheiro público para o visitante. A Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) informou, por nota, que já está procurando uma área para ser desapropriada e o local possa ser ampliado. O presidente do órgão, Celso Gonçalves, disse que há dificuldade em encontrar uma área.
Outro problema apontado pelos moradores é a estrada que liga a localidade à Usina de Santa Maria. “São cerca de4 kmde estrada de chão e passa caminhões, então é muito tráfego. Tem sempre buracos e lama. Quando chove fica muito ruim, só passa cavalo, isso prejudica os produtores rurais”, contou Sebastião Pereira. A quantidade de mosquitos nessa época do ano e o lixo jogado no valão que corta a comunidade também preocupam os moradores. “As pessoas jogam lixo, falta educação ambiental e também fiscalização”, disse. Sobre os mosquitos, Sebastião contou que já ligou diversas vezes para o CCZ, mas não foi atendido. A empresa de coleta de lixo, Vital Engenharia Ambiental, informou que a limpeza de lixos depositados no valão não é de sua responsabilidade.
Sobre a conservação da praça da localidade, a prefeitura, até o fechamento da edição, não encaminhou à Redação da Folha da Manhã respostas sobre a manutenção da praça.

Ambulância sem maca e ponte de madeira
O pedreiro Odimar de Souza, 48 anos, contou que faltam médico e material na Unidade Pré-Hospitalar João da Cruz Lubanco, principalmente ortopedistas e ginecologistas. Para Sebastião Pereira, a saúde está abandonada na localidade. “Antes, tínhamos duas ambulâncias e uma Kombi social. Tiraram a ambulância e a Kombi, disseram que era para manutenção, mas nunca mais voltou”, disse o morador do distrito.
A secretaria municipal de Saúde informou que médicos dessas especialidades aprovados no último concurso estão sendo chamados para suprir as carências na UPH. A unidade conta com uma ambulância completa que atende a demanda local.
Segundo os moradores, as obras da creche escola Professor Paulo Freire ainda não foram concluídas e os ônibus que atendem a comunidade são precários. O motorista Paulo José, 46 anos, disse que única praça do distrito não passa por manutenção e não possui brinquedos. A ponte que liga à localidade de Garrafão é outro problema.  Já a ponte que liga o bairro Departamento ao Centro teria sido mal projetada. “Foi feita estreita, é difícil para o carro de maior porte passar”, explicou. Em nota, a secretaria municipal de Obras informou que técnicos já estiveram avaliando a Ponte do Garrafão e ainda nesta semana devem avaliar a reforma ou construção da praça. Sobre a creche, a prefeitura informou que a obra será concluída neste ano.

Lohaynne Gregório
Arthur Damasceno
Folha da Manhã

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