quinta-feira, 13 de outubro de 2016

13 de Outubro: dia de Santo Eduardo, o Confessor. Saiba a história do Rei que virou santo.



Matéria extraída do Site Sanctorum


Santo Eduardo, o Confessor (cerca 1004 - 5 de Janeiro, 1066) foi o penúltimo Rei saxão de Inglaterra, entre 1042 e 1066. Era filho de Ethelred II e de Ema da Normandia.

Juntamente com o pai, o irmão Alfredo e o resto da família, Eduardo fugiu para a Normandia durante a invasão dinamarquesa de 1013. Permaneceu na corte do Duque da Normandia, Roberto I da Normandia até 1041, data em que foi convidado pelo meio irmão Canuto II a regressar a Inglaterra.

No ano seguinte Canuto II morreu, possivelmente envenenado, e Eduardo subiu ao trono restaurando a dinastia saxã que se iniciara com Alfredo, o Grande.

Eduardo foi coroado a 3 de Abril de 1043 na Catedral de Winchester.


O exílio na Normandia teve bastante influência no reinado de Eduardo, nomeadamente no favor que concedia aos nobres normandos em desfavor dos saxões e dinamarqueses.

A discórdia entre os súbditos aumentou e Eduardo acabou por casar com Edite, filha de Godwin, Conde de Wessex, em 1045 para acalmar a situação.

O pai de Edite mostrou-se inicialmente favorável, mas depois se revelou um opositor, interessado nas regalias que poderia o reinado inglês oferecer.

 O casamento não durou nem gerou filhos, pois de comum acordo mantiveram-se castos, já que Eduardo era extremamente religioso, mas Edite e Eduardo se tornaram profundos amigos.

Quando Eduardo morreu em 1066, o seu primo Guilherme, Duque da Normandia declarou-se seu sucessor baseado numa alegada promessa de Eduardo em lhe deixar a coroa de Inglaterra.

 Os nobres ingleses elegeram Haroldo II, filho de Godwin de Wessex, mas Guilherme invadiu Inglaterra com um exército de 7000 homens e derrotou-o na Batalha de Hastings.

Eduardo encontra-se sepultado na Abadia de Westminster que mandou construir.

Foi canonizado pelo papa Alexandre III, em 1161.
 
MAIS UM POUCO SOBRE SANTO EDUARDO

Depois do abandono, as lutas e a opressão durante o reinado dos dois soberanos dinamarqueses, Harold Harefoot e Artacanuto, o povo inglês acolheu com júbilo ao representante da antiga dinastia inglesa, Santo Eduardo, Confessor.

As qualidades que mereceram a Eduardo ser venerado como santo, referiam-se mas bem a sua pessoa que a sua administração como soberano pois era um homem piedoso, amável e amante da paz.

Eduardo era filho do Eteredo e da normanda Ema.

Durante a época da supremacia dinamarquesa, foi enviado à Normandia quando tinha 10 anos e retornou a sua pátria em 1042 quando foi eleito rei.


À idade de 42 anos contraiu matrimônio com o Edith, a filha do Conde Godwino, a maior ameaça para seu reino.

A tradição diz que Santo Eduardo e sua esposa guardaram perpétua continência por amor a Deus e como um meio pró alcançar a perfeição.
A administração justa e equitativa de Santo Eduardo o fez muito popular entre seus súditos. 


A perfeita harmonia que reinava entre ele e seus conselheiros se converteu mais tarde no sonho dourado já que durante o reinado de Eudardo, os barões normandos e os representantes do povo inglês exerceram uma profunda influência na legislação e o governo.

 Um dos atos mais populares do reinado de Santo Eduardo foi a supressão do imposto para o exército; os impostos arrecadados de casa em casa na época do santo foram repartidos entre os pobres.


A administração justa e equitativa de Santo Eduardo o fez muito popular entre seus súditos. 



A perfeita harmonia que reinava entre ele e seus conselheiros se converteu mais tarde no sonho dourado já que durante o reinado de Eduardo, os barões normandos e os representantes do povo inglês exerceram uma profunda influência na legislação e o governo.

 Um dos atos mais populares do reinado de Santo Eduardo foi a supressão do imposto para o exército; os impostos arrecadados de casa em casa na época do santo foram repartidos entre os pobres.

A canonização de Santo Eduardo teve lugar em 1161, e dois anos depois de que seu corpo se mantinha incorrupto, foi transladado por Santo Tomás Becket a uma capela do coro da abadia de Westminster, da qual Santo Eduardo foi seu promotor, em 13 de outubro, data em que se celebra atualmente sua festa.

São João Evangelista, o rei Santo Eduardo e seu anel 

Certo dia, o rei Santo Eduardo o Confessor (1005-1066), rei da Inglaterra, já velho assistia à cerimônia de consagração de uma igreja construída em honra de São João Evangelista.

Nessa hora, um homem muito pobre aproximou-se dele e mendigou-lhe uma esmola “pelo amor de São João”.

O grande monarca passou a mão na bolsa, mas não encontrou nem prata nem ouro.

Santo Eduardo, então, mandou vir seu tesoureiro, mas não foi localizado no meio da multidão. E o pobre seguia implorando esmola.

Santo Eduardo sentia-se muito mal à vontade. Nesse momento lembrou que trazia um anel grande e muito precioso. Então, ele o tirou do dedo, e pelo amor de São João o deu ao miserável, que lhe agradeceu gentilmente e desapareceu.

Eis o que aconteceu com o anel.




Aquela mesma noite, muito longe na Palestina, dois peregrinos ingleses extraviaram-se no caminho e ficaram andando no deserto.

O sol já tinha desaparecido por trás das montanhas e os dois homens estavam sós num local desolado. Eles sabiam que não havia jeito de voltar e que não encontrariam refúgio contra os ladrões e os animais selvagens.

Enquanto se perguntavam o quê fazer, um bando de jovens com roupas brilhantes apareceu diante deles. No meio dos jovens estava um ancião, alvíssimo, de cabelos grisalhos, e maravilhoso de se olhar.

‒ “Caros irmãos”, disse ele aos romeiros. “De onde vindes? Qual é vosso credo e vosso berço? De qual reino e de qual rei? O quê vós procurais aqui?”

‒ “Nós somos cristãos e da Inglaterra. Viemos a expiar nossos pecados, procurado os lugares sagrados onde Jesus viveu e morreu. Nosso rei chama-se Eduardo, e nós perdemos a estrada”.

‒ “Vinde atrás de mim, e eu vos conduzirei a uma boa hospedagem pelo amor do rei Eduardo”.

Assim, ele conduziu-os até uma cidade onde encontraram albergue que tinha a ceia servida numa mesa. E, após terem jantado, eles foram dormir.



Na manhã seguinte o ancião veio até eles, e disse:

‒ “Eu sou João o Evangelista. Pelo amor de Eduardo eu não vos faltarei, e vós chegareis sãos e salvos à Inglaterra. Então ireis até Eduardo, e lhe direis que comprastes o anel que ele me deu no dia da consagração da minha igreja, quando eu implorei a ele vestido com pobres roupagens. E dizei-lhe que dentro de seis meses ele vai estar comigo no Paraíso”. Os romeiros voltaram à Inglaterra sem percalços e entregaram o anel ao rei Eduardo junto com a mensagem de São João. 
Quando o monarca ouviu que iria morrer em breve, doou todo seu dinheiro aos necessitados, e consagrou o tempo que lhe restava às suas devoções.

Na Catedral de St. Alban, na Inglaterra, venera-se a imagem de Santo Eduardo mostrando seu símbolo: o anel. 
Adicionar legenda
COROA DE SANTO EDUARDO



CAPELA-TÚMULO DE SANTO EDUARDO
.







Nenhum comentário: