quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sindicato: “Prefeitura pretende por fim na passagem social"



Durante reunião na noite desta quarta-feira (20/09) na sede da Prefeitura de Campos, onde estavam presentes o prefeito Rafael Diniz e o secretário da Transparência e Controle, Felipe Quintanilha, segundo informou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Roberto Virgílio, os representantes do município teriam dito que pretendem acabar com a passagem social a partir do dia 1º de outubro deste ano.

Antes do encontro acima, Roberto se reuniu com funcionários de várias empresas na sede do sindicato, na Avenida Alberto Torres, Centro, que colocaram em pauta o atraso no pagamento de salários. Depois da reunião, eles foram até a sede do Executivo para pedir ao prefeito que pressione as empresas para efetuar o pagamento dos trabalhadores. Segundo o presidente, exceto a Jacarandá, as demais estão em atraso com os rodoviários.

“Precisamos por um ponto final nisso, pois os trabalhadores não aguentam mais viver nessa situação”, disse Roberto, informando que a São Salvador e Siqueira estão com atraso de três meses; Turisguá e Rogil, dois meses; Cordeiro e São João, um mês.

De acordo com Roberto, houve uma significativa redução de número de passageiros de ônibus com o aumento da passagem social de R$ 1,00 para R$ 2,00, e os empresários alegam que esta queda foi em função da invasão do transporte clandestino.

“Em um determinado momento da reunião, prefeito falou que pretende acabar com a passagem social e as empresas passarão a cobrar a tarifa atual, que é de R$ 2,75. Acredito que isso se torna viável para os rodoviários, pois os patrões não poderão falar mais em atraso no repasse da prefeitura, mas para os usuários não será nada bom”, alertou.

“Situação dificílima"

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campos, Gilson Menezes, “nos encontramos numa situação dificílima por conta da infestação do transporte clandestino que estão atuando nas linhas das empresas. Hoje, os ônibus estão transportando, na sua maioria, apenas a gratuidade, fazendo com que as empresas não tenham condições de arcar com as próprias despesas”, disse.

Para Menezes, o município precisa urgentemente combater o transporte clandestino. “E quando falo em transporte clandestino, eu cito as vans adesivadas que ainda não foram recadastrar. Tenho informação do IMTT (Instituto Municipal de Trânsito e Transporte) de que 50% das vans não se recadastraram, o que não deveriam predominar. Temos informações de que muitas vans estão retirando os bancos para transportar maior número de passageiros, comprometendo a segurança do veículo e dos usuários”, ressaltou.

Com relação à passagem social, o presidente destacou que não tem informação de que o programa vai chegar ao fim, mas que “se o município não tem condições de arcar, não deve trazer ilusão para a população. Se não tem recursos, quem vai ter que pagar é o usuário”, disse Menezes, adiantando que a prefeitura ainda não efetuou o repasse referente ao mês de setembro. O presidente finalizou, ainda, que a municipalidade deve rever o valor da tarifa que já se encontra defasada há anos.

A equipe de reportagem do Site Ururau solicitou pedido de resposta a prefeitura e aguarda retorno


 Reportagem: Ururau 

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