terça-feira, 2 de abril de 2019

Apiacá: vereadores se irritam com críticas dos eleitores e partem para agressões verbais em plena sessão na Câmara nesta segunda-feira


Apiacá, município localizado na região Extremo Sul do Espírito Santo, assim como vários outros municípios pelo Brasil afora tem passado por problemas financeiros, isso é evidente. Entretanto, quando o assunto é o corte de verbas o que tem acontecido é que parece que os políticos têm escolhido a área social e todos os seus programas que visam preservar a dignidade dos mais necessitados para atacar, ou seja, essas atitudes têm causado muita indignação e sofrimento à camada mais carente da população. Resultado, pessoas sem atendimento médico satisfatório, corte nas cestas básicas, falta de medicamentos nas farmácias dos postos de saúde, entre outras situações humilhantes  que o cidadão mais pobre tem que passar todos os dias.
Nesta Segunda-Feira,(01) durante a sessão que estava sendo transmitida ao vivo pelo site da Casa Legislativa, um eleitor da cidade se queixou sobre o que estava sendo exposto quando, de repente, o vereador Paulo Sérgio da Silva (PPS) pegou o microfone e, ao invés de dar respostas convincentes sobre a situação a qual a munícipe estava se queixando preferiu partir para o ataque verbal, o chamando de ignorante, panaca e outros termos infelizes, sugerindo que o mesmo fosse, inclusive, embora da cidade, caso não estivesse satisfeita. 
Para completar a noite com mais uma polêmica, o presidente da Casa, o vereador Cláudio Chierici (Solidariedade) para citar como exemplo de economia para os cofres do município, deixou claro para quem lá estava ser contra a construção de uma Creche para atender a população, sugerindo que a população adorava fazer filho para que o governo pague a alimentação e ganhe toda assitência do municipio, dizendo a seguinte frase: SE ABRIR UMA CRECHE COM 200 VAGAS NO MUNICÍPIO O POVO VAI DISPARAR A CRIAR E DAQUI A POUCO TEM QUE ABRIR OUTRA COM 400 VAGAS.

Pelo que estamos vendo, a retirada de direitos sociais é a onda do momento, acredito, porque vivemos uma nova ordem que sugere que direitos à creche, a medicamentos gratuitos e toda gama de direitos sociais seriam "coisa da esquerda" e, a partir disso, vale ser cego, surdo, mudo e insensível para com os mais pobres, tudo em nome da nova política, dos novos tempos. 
Será que são novos mesmo ou seria um retrocesso? 
Refletir é preciso, de forma urgente, antes que seja tarde.

Assista abaixo os vídeos 


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