Outros cenários seriam permitidos só se o governo alterasse lei que define o plano de carreira do Magistério. O estado corre contra o tempo para tentar achar a fórmula para cumprir a promessa do governador Sérgio Cabral sem criar grande impacto no orçamento.
A incorporação do Nova Escola será enviada através de projeto de lei para a Alerj. Todo o processo tem que estar concluído até junho de 2010, data limite para o Executivo enviar a proposta ao Legislativo, devido às regras eleitorais.
O secretário estadual de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, explicou que o interstício (hierarquia) de 12% entre o vencimento básico de cada nível da carreira será o principal responsável pelo crescimento da despesa: “Um dos nossos desafios é encontrar instrumentos técnicos e jurídicos que atendam ao pleito da incorporação, sem que o estado sinta esse efeito por níveis”.
Ele disse que o bônus não foi incorporado ao piso até agora porque os recursos não foram suficientes: “Estamos estudando esse assunto (incorporação) desde o ano passado. O comportamento da receita corrente será fundamental para o processo”, avisa o secretário.
Sérgio Ruy ainda alerta que o choque da incorporação do Nova Escola no Rio Previdência será pior, já que terá 100% de impacto. “O Nova Escola custa cerca de R$ 15 milhões por mês ao Executivo. Qualquer concessão que o estado faça em matéria de incorporação, a despesa vai ser o patamar atual mais alguma coisa”, diz o secretário. Isso acontece porque o novo piso também incide diretamente em outros benefícios, como triênios.
Para a diretora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio), Maria Beatriz Lugão, a explicação não convence: “O governo tem dinheiro para incorporar o Nova Escola. O que muda são as justificativas para não cumprir as promessas. Em um momento é a falta de recurso, em outro, a crise. O tempo passa e a gente fica sem resposta”.
Medida pode beneficiar 90 mil ativos e inativos
Com o pagamento de valores de abono levando-se em conta a hierarquia, a mesma escola poderá ter professores recebendo gratificações diferentes. O resultado será o oposto de hoje, onde os professores da mesma unidade de ensino recebem gratificação igual, de acordo com a pontuação obtida na avaliação do Nova Escola. Atualmente, a gratificação varia de R$ 87 a R$ 435,10.
Se a incorporação do abono aos vencimentos básicos de professores ativos e inativos for implementada, vai beneficiar 50 mil servidores ativos e 40 mil inativos — 30 mil servidores concursados admitidos em julho de 2005 não recebem o benefício.
A gratificação está congelada desde 2006, quando os professores foram avaliados pela última vez, ainda no Governo Rosinha Garotinho.
Matéria do Jornal O Dia
Um comentário:
Após mais de uma década sem aumento de salário significativo, os (as) profissionais de educação só acumulam perdas... Com a intensão de se reeleger, até junho de 2010 deverá dar alguma migalha. Espero que a categoria não se esqueça dos longos anos de penúria e mostre nas urnas a insatisfação...Espero que não repitam o mesmo erro ao eleger rosinha garotinho para a prefeitura de Campos... O casal que menos crédito deu para a educação no Estado do RJ, hoje está fazendo a mesma coisa com a educação municipal... Cadê o nosso aumento??? O que ela (e) sabe fazer é plivilegiar alguns em detrimento aos setores públicos... Eita povinho!!!
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