sábado, 12 de fevereiro de 2011

Chega a 37 o número de policiais presos na Operação Guilhotina no Rio

O subtenente Marcos Antonio de Carvalho, da Polícia Militar, e o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, da Polícia Civil - que estavam na lista de procurados da operação - se entregaram nas últimas horas. Com isso, sobe para 37 o número de presos durante a operação, desencadeada ontem pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
O objetivo é desarticular grupos de policiais civis e militares suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e armas, milícias e exploração de jogos ilegais, como jogo do bicho e caça-níqueis.

O subtenente Marcos Antonio de Carvalho se entregou na sede da superintendência da PF às 23h30 desta sexta-feira e foi transferido durante a madrugada para O Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, zona norte do Rio. O inspetor Christiano Gaspar Fernandes se apresentou nesta madrugada na 22ª Delegacia Policial, na Penha, zona norte da cidade, e foi levado para o presídio Bangu 8, no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste.
Foram mobilizados na operação 380 agentes de Polícia Federal e 200 policiais civis e militares do Rio para cumprir 45 mandados de prisão preventiva e 48 mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos. Entre os 37 detidos até agora, 20 são policiais militares, nove são policiais civis e o restante são pessoas suspeitas de terem alguma ligação com o crime organizado.
As informações são da Agência Brasil
Ação mobiliza 580 homens

A Operação Guilhotina foi deflagrada pela PF na manhã desta sexta-feira, com o apoio de 200 agentes da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e do Ministério Público Estadual (MPRJ). O objetivo é cumprir 45 mandados de prisão preventiva - sendo 11 contra policiais civis e  21 contra policiais militares -, e 48 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 28 pessoas foram presas, sendo 16 PMs e seis civis.

Cerca de 380 homens da PF participam da ação, que ainda investiga a ligação dos policiais com venda de armas e informações e o chamado "espólio de guerra", que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente ocupação do Complexo do Alemão. Os agentes contam com o apoio de lanchas e helicópteros na operação.
 
As investigações iniciaram a partir de vazamento de informações numa operação conduzida pela PF em 2009,  que tinha como principal objetivo prender o traficante Rupinol, que atuava na Favela da Rocinha junto Nem, apontado como o chefe do tráfico na comunidade. De acordo com a Polícia, um grupo de policiais é suspeito de receber até R$ 100 mil por mês para proteger Nem e o avisar sobre operações no local.

A partir daí, duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da SSP e outra da Superintendência da PF. A troca de informações entre os serviços de inteligência das instituições deu origem ao trabalho conjunto desta manhã.

Entre os procurados pela operação, está o delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira, que é ex-subchefe da Polícia Civil. Ele é considerado foragido da Polícia Civil, uma vez que PFs chegaram nesta manhã com um mandado de prisão à sua casa em Campo Grande, Zona Oeste da cidade, e não o encontraram.  
Na manhã desta sexta-feira, as 17ª (São Cristóvão) e 22ª (Penha) DPs ficaram momentaneamente fechadas para que policiais pudessem cumprir mandados de busca e apreensão nas distritais. 

A delegada Márcia Beck - titular da delegacia da Penha e que já havia trabalhado na DP de São Cristóvão - foi detida. O delegado Ângelo Fernando Gióia, uperintendente da PF, disse que durante os trabalhos dos agentes a delegada "exerceu uma conduta que as autoridades entenderam por bem levá-la para prestar esclarecimentos", até mesmo por ela ser a responsável por aquela distrital.

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