quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Corte de R$ 50 bi no Orçamento não vai causar recessão, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira (9) que o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União para este ano não vai provocar recessão na economia nacional.
“Não é o velho, tradicional ajuste fiscal que se fazia no passado, que derruba a economia, que leva pra recessão e derruba o emprego. Vamos garantir que o crescimento sustentável tenha continuidade. Para 2011, a meta de crescimento do PIB é de 5%. É um nível alto. Continuaremos perseguindo o crescimento”, disse Mantega ao anunciar o corte.

O ministro disse também que os programas sociais do governo não serão atingidos pelo corte. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, reforçou que nenhuma verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) será cortada.

“Vamos fazer uma forte redução de gastos de custeio no Orçamento 2011. Ao mesmo tempo, vamos exigir um aumento da eficiência do gasto: com menos recurso, realizar mais. Fazer o dinheiro render mais”, afirmou Mantega.
Segundo Mantega, o corte permite que o salário mínimo fique em R$ 545. “Esse reajuste foi feito para viabilizar o pagamento disso e não mais que isso”, disse.

Inflação

As medidas do governo eram esperadas pelo mercado como forma de atacar o risco de volta da inflação.
As preocupações sobre inflação ficaram ainda maiores depois de ontem, quando foi divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial. O indicador registrou alta de 0,83% em janeiro. Foi a maior taxa desde abril de 2005 (0,87%).

Nos últimos 12 meses, o índice está acumulado em 5,99%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,91%).

Os grupos alimentação e bebidas e transportes foram os principais responsáveis pelo resultado de janeiro, o equivalente a 67% do IPCA do mês (0,83%), sendo 0,27 ponto percentual dos alimentos e 0,29 ponto percentual dos transportes.

UOL

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