domingo, 6 de fevereiro de 2011

A dieta da Presidente

Lula Marques/Folhapress

Os quilos a mais na balança fizeram a presidente Dilma Rousseff entrar em dieta rígida no primeiro mês de mandato. 
Dietas como South Beach, que prometem rápido emagrecimento a quem reduzir drasticamente o consumo de carboidratos, pecam por um cardápio pouco balanceado, avaliam especialistas.
O método seguido por Dilma, por exemplo, libera carnes e grãos. Em compensação, restringe frutas, massas, arroz, pães, batata e até leite.
Segundo pessoas próximas, contudo, a petista não tem sido tão radical. Mas, nos almoços do Palácio do Planalto, se limita a carnes, legumes e saladas.
“Não gosto muito de dietas em que fiquem faltando nutrientes”, diz o endocrinologista Alfredo Halpern, autor da dieta dos pontos (na qual se come de tudo, mas em doses calculadas).
Suplementos vitamínicos, segundo o médico, podem repor buracos no cardápio da presidente.
Outro problema apontado por Halpern é a dificuldade em abrir mão de certos alimentos. Ele define o método escolhido pela presidente como “admissível”, mas difícil de manter a longo prazo.
A dieta tem simpatia da vice-presidente da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição), Virgínia Nascimento.
Ela calcula que, se a pessoa seguir três ciclos de 12 dias, pode perder mais de 10 quilos --segundo assessores, Dilma já perdeu quatro quilos.
E que, comparada a outros menus anticarboidrato, a dieta de South Beach leva uma vantagem: opta por gorduras insaturadas (as que diminuem o colesterol).
Exemplo: a dieta do dr. Atkins, outra que abusa das proteínas, foi criticada por permitir até ovos com bacon.
Virgínia lembra que no caso de Dilma, que passou por um tratamento com quimioterapia contra um câncer linfático, frutas e vegetais com antioxidante são recomendáveis --a rigor, esses alimentos desaparecem na primeira fase de South Beach.
A nutricionista ressalta, contudo, que as restrições não duram para sempre.

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