segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Campos: contratos de Rosinha investigados pelo MP

Foto: Divulgação

Quase um ano após a conclusão das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) da Lava Jato e das Rosas – que constataram graves indícios de irregularidades nos contratos do município ainda na gestão Rosinha Garotinho –, o relatório que foi entregue pela Câmara de Vereadores ao Ministério Público (MP) estadual ainda não gerou uma ação penal, porém, a promotoria informou que está em fase de investigação. A informação foi passada pelo vereador Jorginho Virgílio (PRP), que protocolou um ofício em novembro do ano passado pedindo um posicionamento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pelo caso.

Para o MP, foram enviados pela Câmara tudo o que foi apurado sobre o contrato bilionário do Morar Feliz da Prefeitura com a Odebrecht, envolvida na Lava Jato, e também a respeito dos serviços de jardinagem prestados pela Emec, no valor total de R$ 76 milhões. A expectativa do vereador Jorginho é de que seja aberta a ação penal o mais rápido possível para punições de pessoas envolvidas nos supostos desvios de dinheiro público de Campos. O principal objetivo é repatriar os valores aos cofres do município, penalizando os investigados.
— Nós, vereadores, somos cobrado pela população, que exige punição dura e exemplar a respeito desses dois escândalos que aconteceram no governo passado na Prefeitura de Campos, mas é preciso esclarecer que nós não temos poder para punir culpados, tampouco mandar prender. Quem pode fazer isso é a Justiça — disse Jorginho.

O relatório da CPI da Lava Jato, iniciada em junho de 2017, apontou diversos indícios de crimes, como associação criminosa, fraude em licitação, corrupção passiva, caixa dois eleitoral e lavagem de dinheiro. O relatório também sugeriu o indiciamento do casal Garotinho por corrupção passiva, caixa dois eleitoral, improbidade administrativa, entre outros. Tanto nesta, quanto na das Rosas, o casal afirmou tratar-se de perseguição política.

Já a investigação da CPI das Rosas dizia respeito ao contrato da empresa Emec Obras e Serviços Ltda com a Prefeitura de Campos, entre 2011 e 2016. Nas mais de sete mil folhas do relatório está sugerida a investigação da ex-prefeita Rosinha por formação de quadrilha, concurso de pessoas, crime contra o procedimento licitatório, fraude em licitação e improbidade administrativa. (A.S.) (A.N.)

Folha da Manhã

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